segunda-feira, 27 de março de 2017

Deixe a porta aberta

Apenas deixe a porta aberta...
Talvez eu passe em frente e decida entrar
Ou ignorar
Ou voltar em outra hora
Talvez esteja nublado...
Caia uma chuva!
Ou um dia ensolarado e esteja bonito lá fora
Quem sabe eu entre, e te chame
Pra curtir a chuva, curtir o sol, sentar na varanda
Não me peça um motivo, apenas deixe aberta
Quem sabe eu precise... Ou não
Quem sabe você precise! A vida é incerta, não é?
Apenas não tranque, escancare se assim desejar
Sem explicação... Não ponha impedimentos
Talvez sinta o cheiro da comida
Talvez seja a hora de um chá
Talvez seja o calor do café
Talvez não seja nada
Pode ser um impulso e aí estamos lá!
Sei lá...
Deixa a porta aberta
Chegar de surpresa é melhor
Abrir um sorriso, dizer um olá
Vim te visitar!
É melhor entrar sem perguntar: posso entrar?
Qualquer pergunta é uma barreira
Se eu deixo a porta aberta
Se eu nem ao menos a deixo encostada
É para que você saiba que é permitida sua entrada
A qualquer hora!
Qualquer momento!
Qualquer sentimento!
E da mesma forma para que possa ir embora
Para que saiba que não é uma prisão
Que não existem impedimentos
Se não existir motivos pra ficar
A porta estará aberta, basta atravessar
Pra que fechar?
O caminho de ida é o mesmo de volta
E também tem um mundo lá fora,
Mas vai que eu passe em frente e decida entrar?
Só deixa a porta aberta!
Ou não... Não é uma imposição!
Mas eu sei que se tiver
Uma brechinha qualquer

Eu vou entrar!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sentir

O que você faria se você deixasse de ser uma represa e liberasse suas emoções?
O que você faria se você deixasse o sorriso sair, a lágrima cair?
Como você se comportaria se ao ver aquela pessoa querida você simplesmente a abraçasse, compartilhasse um carinho?
O que você se diria ao olhar no espelho e perceber o seu universo particular, belo e intocado, apenas seu?
Como você reagiria ao ser pego de surpresa sabendo que não precisa conter nada mesmo, nem uma palavra?
Como você se sentiria sendo apenas você, sem se restringir?
Não precisa responder, apenas sinta! Sinta cada momento dentro de você! Sinta como a primeira vez que você olhou uma rosa e se encantou com suas cores e se espante como na primeira vez quando se espetou nos seus espinhos! Sinta como a primeira vez que chegou num lugar novo, que conheceu uma pessoa nova, que compartilhou um segredo, que descobriu que seu segredo foi revelado, que comeu algo novo, que sentiu um novo sabor, que caiu e se machucou! Sinta!
Sentir te mantém em contato com tudo, te mantém em contato com a vida, te mantém em contato com você! Porque temos que ter uma barreira entre nós e nossos sentimentos? Não é que em cada vez que sentirmos algo devemos agir como crianças e espernear não! A gente vai conhecendo como cada sensação nos afeta, mas ao invés de segurá-las devemos soltar elas com a sabedoria de reagir da melhor forma! Soltar a melhor lágrima, o melhor sorriso, dar o melhor abraço... Sentir é sua conexão com o mundo ao seu redor!
Uma brisa no rosto pode ser apenas uma brisa se você está apenas apressado, no automático. Mas se, sentindo a pressa, a brisa corre pelo seu rosto, você sente que a pressa pode ser deixada de lado, porque respirar é preciso! É como sair em um dia chuvoso, onde para muitos é uma droga porque está chovendo, mas para outros é a sensação dos pingos na pele, as roupas molhadas, o cheiro da chuva, o som da chuva nas construções, no chão... É o dia tingido de cinza, a sensação da preguiça no ar, a vontade do carinho, do abraço caloroso que traz um sorriso aconchegante. É se dar aquele abraço em busca de calor humano e encontrar em si aconchego, é sentir a si mesmo e se dedicar amor!
Como você se sentiria descobrindo o quanto você é importante?
O que você faria se alguém especial te sorrisse? Dissesse que você é especial também?
Como seria viver sem medo de sentir?
Dessa vez não responda! Apenas te convido a fazer isso, sem pressão! Você vai descobrir que a vida sem barreiras é mais bela, bonita e gostosa de ser vivida! Isso porque nós estamos aqui para sentir!
Não tenha medo de se conhecer, sinta o eu que está dentro do você e sinta o seu impacto no mundo! Faça o mundo ser um universo de sensações positivas porque você é um universo das melhores sensações...
Não acredita nisso? Então sinta...

Não tenha medo!
Se permita!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Estar de volta

               

 E tem uma parte do caminho que a gente para e olha para trás, não pela vontade de voltar, mas pra gente confirmar o quanto caminhamos e, nossa, quanto caminhamos! A vida é um desenrolar de histórias que só ocorrem enquanto a gente segue em frente e que só as vislumbramos quando saímos da nossa correria e paramos para apreciar a paisagem.
                Há muito tempo deixei de escrever aqui, queria poder dizer o motivo principal, mas sinceramente... Não sei! Talvez tenha perdido o contato comigo mesmo enquanto tentava entrar em contato com o mundo o qual eu vivia. Mal sabia eu o quão tolo eu estava sendo (risos), quando jovens a gente se perde da gente por motivos tão bobos! Não que isso mude quando crescemos, afinal, ninguém sabe ao certo o que significa crescer... Talvez seja parar de ter medo de ser chamado de infantil quando se tem determinada atitude porque a gente entende que estamos preparados para vivenciar as consequências daquilo, talvez seja ir na sorveteria da esquina e comprar um sorvete de todos os sabores, ou sentar na mesa do bar e tomar uma com os amigos, compartilhar histórias sem medo de ser julgado! Ainda não sei, estou descobrindo!
                Mas posso dizer que crescer é aprender que entrar em contato consigo mesmo é essencial! Que não se deve perder a essência daquela conversa íntima no silêncio! Ficar mais velho é entender que você já nasceu como seu melhor amigo e por isso você consegue estar de coração aberto para com os demais! Quando a gente não tem esse contato interior, quando a gente não consegue se abraçar, se dar um bom conselho, significa que ainda temos um longo caminho a trilhar! E sinceramente, a vida tem me mostrado que eu nunca devia ter deixado essa doçura no caminho. Tentaram me ensinar a ser mais esperto, mais mesquinho, mais rude eventualmente... Agradeço a Deus ter falhado em aprender isso! A vida é muito curta pra levar essas coisas na bagagem... A vida é muito curta pra levar qualquer coisa pesada na bagagem!
                A última vez que escrevi, postei uma letra de uma música que falava que um dia eu seria grande o suficiente para não ser mais pisado e estaria morando em uma grande e velha cidade, me sentindo bem, esquecendo do que me fez mal... Nunca pensei que se tornaria realidade! Não por vingança, mas por realização pessoal. E embora ainda não tenha um tostão furado no bolso, ainda sinta que o mundo é muito gigante pra esse pedaço de grão de areia que eu sou e não faça ideia do que me reserva pela frente, sinto que a vida está exatamente como deveria! Gostosa, pura, vida sendo vida! E não tem nada melhor do que saber que com alegrias ou tristezas eu tenho a oportunidade de sentir tudo isso novamente assim que acordo! Quão agraciado nós somos por poder vivenciar essas situações no momento seguinte!
                Não vivo mais na casa dos meus pais, não vivo mais perto das pessoas que me colocavam para baixo, não vivo mais perto da pressão de ser “o bom samaritano”, não vivo mais com nenhum medo ou peso nas costas, não tenho mais que manter a imagem do bom moço... Não tenho mais que apertar contra o peito nada que machuca, nada que sufoca... Não tenho mais que me prender! Eu voei! Abri as asas e voei e abri o meu mais belo sorriso. Ainda tenho meu quarto (novo), embora não possa pintar as paredes desse isso não me incomoda pois aprendi a pintar as paredes da vida, colorir e transbordar essas cores para as pessoas que tocam minha vida. Quando entramos em contato com nosso interior descobrimos que somos um universo maior do que aquele que as pessoas dizem que somos (mas elas não deveriam dizer, já que dificilmente elas entrarão em contato tão profundo com o que nós somos) e esse universo permite compartilhar!
                A lição que a vida tem me ensinado é que eu sou faço minhas regras, mas eu também não preciso ser tão rigoroso comigo mesmo. Nós não precisamos ser rigorosos conosco! Procuramos tanto o amor nos outros porque muitas vezes nós nos tratamos tão mal! O segredo é olhar no espelho e amar a pessoa que te olha de volta, entender que ela é a pessoa que mais merece sua atenção. Quando amamos e a tratamos bem, trataremos bem qualquer outra pessoa sem esperar anda em troca, de coração aberto. As vezes a gente só precisa parar pra respirar para encontrar nosso ponto de equilíbrio e eu, que estava perdido me buscando num mundo que eu não pertencia, me encontrei no meu mundo. Estou de volta! Com um universo renovado e pronto pra compartilhar cada momento! Eu voltei! Speaking by myself, para quem quiser ouvir!

terça-feira, 23 de abril de 2013

MEAN - Taylor Swift (tradução)

Você, com suas palavras afiadas
E espadas e armas que você usa contra mim
Você me tirou dos meus pés de novo
Me fez sentir como se eu não fosse nada
Você, com sua voz como unhas em um quadro negro
Me desafiando quando eu estou ferido
Você que está pegando no pé do mais fraco
Você pode me derrotar
Com apenas um simples golpe
Mas você não sabe, o que você não sabe
Um dia eu vou viver em uma grande e velha cidade
E você será simplesmente mau
Um dia eu serei grande o suficiente para você não poder me atingir
E você será simplesmente mau
Por que você tem que ser tão mau?
Você, com seus dois lados (duas caras)
E sua caminhada por mentiras e humilhação
Você apontou as minhas falhas novamente
Como se eu já não as visse
Eu caminho com a minha cabeça baixa
Tentando me proteger porque nunca vou te impressionar
Eu só quero me sentir bem de novo
Eu aposto que você foi intimidado
Alguém te fez ser frio
Mas o ciclo termina agora
Você não pode me levar por esse caminho
Você não sabe, o que você não sabe
Um dia eu vou viver em uma grande e velha cidade
E você será simplesmente mau
Um dia eu serei grande o suficiente para você não poder me atingir
E você será simplesmente mau
Por que você tem que ser tão mau?
E eu consigo te ver daqui a alguns anos em um bar
Falando sobre jogos de futebol
Com aquela mesma opinião, mas
Ninguém está ouvindo
Em decadência e xingando as mesmas coisas velhas e amargas
Bêbado e resmungando sobre como eu não consigo cantar
Mas tudo o que você é, é mau
Tudo o que você é, é mau
E um mentiroso, e patético, e sozinho na vida
E mau, e mau, e mau, e mau
Mas um dia, eu vou viver em uma grande e velha cidade
E você será simplesmente mau
Um dia eu serei grande o suficiente para você não poder me atingir
E você será simplesmente mau
Por que você tem que ser tão?



Link: http://www.vagalume.com.br/taylor-swift/mean-traducao.html#ixzz2RLbedga4

sábado, 15 de setembro de 2012

ESPELHO



O espelho mostra aquele mesmo olhar, cheio de garra, cheio de desejo, um tanto assustado, às vezes cheio de dúvida, mas com coragem, escondida ali, em algum lugar... A forma mudou, acrescentaram-se algumas coisas, mas é o mesmo olhar, a criança ainda está lá...
O espelho me lembra das bagunças na minha cabeça, da desorganização que tudo foi, que de vez em quando continua e que talvez nunca desapareça. Me lembra da companhia e da solidão, de cada riso e cada lágrima, da dor e da paz em cada momento. Me faz buscar algo que não sei o que é, mas que ainda está por ali... Ainda brincando de pique esconde, ainda esperando que o tempo passe, mesmo com a certeza que o coração sempre será o mesmo
O espelho me lembra de tudo que eu amei, de tudo que amo e me faz questionar o que ainda há para amar... O tempo que não sabia de nada, que comecei a aprender e o que eu não faço idéia de que chegarei a saber, se é que de alguma forma sei de alguma coisa. Às vezes corro atrás de um daqueles momentos em que tudo que temos que fazer é seguir a coreografia, ouvir a música e entrar no ritmo... Esperar os aplausos...
A boca mudou, a barba insiste em crescer, o cabelo está diferente... Eu cresci, eu aprendi, eu mudei, me aperfeiçoei, lutei contra meus montros, expulsei meus demônios, ainda tento me livrar de coisas... Mas o espelho me lembra que ainda, lá no fundo tenho medo do escuro, tenho medo do bixo papão e ainda espero um presente no natal... O espelho me lembra que meus anseios e vontades estão indo e vindo, se realizando e modificando, reinventado, me lembra que não estarei aqui para sempre, que o amanhã é incerto e que eu vou crescer, vou mudar mais, aprender mais, ficar com cabelos brancos ou sem cabelos talvez, o olhar vai ficar cansado, a voz mais mansa, o coração mais intenso, talvez sem tempo enquanto tudo ao meu redor também se reinventa, mas que sempre tem algo ali no olhar sorrindo de volta pra mim... O espelho me lembra que eu sou o mesmo que sempre fui e mesmo que mude, aprenda e cresça, Eu nunca vou mudar aquela criança que eu fui!!! Um dia eu não estarei aqui, mas eu nunca mudarei quem eu sou... Eu nunca deixei de ter medo do escuro...

domingo, 15 de julho de 2012

SMILE (Charlie Chaplim)


Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena 
se você apenas...

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...

Chorus
Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena 
se você apenas...

Larara..

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

sábado, 21 de abril de 2012

ACEITAR-SE


    Às vezes nos sentimos desencorajados, de mal com a vida... É como se algo não estivesse certo dentro da gente e as pessoas ao nosso redor são cruéis, incompreensivas e nos machucam por muitas vezes, mas por que se prender a isso quando há tanta coisa boa por ai a fora.
                Às vezes nos sentimos deslocados, perdidos, imperfeitos, mas já você já parou para reparar no mundo? Já notou que ele é todo irregular, cheio de falhas, cheio de riscos, rabiscos, buracos, cores nos lugares errados, invernos rigorosos, desastres... Imperfeito. E é exatamente isso que o torna ainda mais belo! Isso porque o mundo sabe lidar com suas imperfeições e tirar de cada coisa ruim um motivo para construir algo ainda mais belo, uma seleção natural que por si só melhora as coisas.
                Assim deveríamos ser. Sempre! Não importa como você é! Se você é gordo de mais as pessoas vão te apelidar, vão agir naturalmente na sua frente, mas sempre terão uma piadinha de gordo pelas costas isso quando não quiserem usar isso contra você. Se você é alto de mais eles podem usar isso contra você, se é baixinho então, duende! Se sua voz é estranha, se você é gay, lésbica, ou bissexual. Se você errou na cor do cabelo ou tem um estilo diferente dos demais, pode ser gótico ou hard rock, pode ser sorridente de mais ou sério de mais, educado de mais, racional de mais, sentimental de mais, não importa! As pessoas sempre usarão isso contra você, mas o problema é que nada disso é defeito! Nada!
                As pessoas querem que você veja assim para não se sentir de bem consigo mesmo, isso porque elas não conseguem se sentir bem com elas mesmas, são incapazes de sorrir para si, são incapazes de deixar de lado aquela platéia e acabar com o teatro que as aflige, que as tornam infelizes e, assim, preferem que você também não seja feliz, porque sua felicidade os fará lembrar aquilo que eles não conseguem alcançar. Dê costas a isso, desapegue daquilo que te faz mal, largue fora esse sonho de popularidade infantil, pare de se machucar com pessoas que não sabem para onde ir, nem tem caminhos a seguir. Você não tem defeitos, nasceu perfeito, da forma como Deus quis, com todas as imperfeições que te fazem único e por isso deve ser feliz, muito feliz.
                Todo mundo erra, grita, chora, perde a paciência, teima, tem preguiça, faz algo de errado, tem defeitos... Aceitar-se é o primeiro passo para abrir mão de tudo que machuca, de todos que não o entendem! Quando aceitamos nossos defeitos, abrimos espaço para crescer mais. Quando aceitamos que erramos, temos a oportunidade de concertar... Construa sua estrada, lute por um sonho e conquiste seus objetivos, sempre! Não se perca! Assim como na história de Peter pan, que dizia que toda vez que alguém dizia que fadas não existiam, a luz de uma fada se apagava em algum lugar, toda vida que você diz que não é capaz de algo um sonho seu morre em algum lugar. A vida é feita de sonhos, não deixe que a vida morra aos pouquinhos por vergonha ou medo de algo. A felicidade é uma estrada complexa, de vez em quando cruza com a dor, mas por isso que ela é tão valorizada, tão especial!

                Todo mundo que tem valor (amor próprio) sabe valorizar um sorriso e alegra-se com uma vitória mesmo que de um desconhecido! Apegue-se a pessoas que sejam verdadeiras contigo, mas que usem as palavras da forma correta, não para te derrubar sem motivos, mas para te ajudar a subir. Amizade é um sentimento incrível que deve ser distribuído sabiamente. Então sorria pra vida, saiba traduzir a beleza que existe nas suas “imperfeições”, aceite-se, viva, seja você sempre! Perfeito! Dê as costas para o que te puxa para baixo e abra um sorriso, sempre! A felicidade é contagiante e quando estamos de bem conosco, ela se torna ainda mais contagiante! Não se perca! Jamais! Você é perfeito e tudo sempre melhora! Repita isso sempre!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Hoje e Amanhã

Hoje eu defino, dou nome, dou forma
Amanhã, espero estar certo
Hoje eu brinco, corro, sorrio, grito...
Amanhã quero lembrar-me de tudo isso
Hoje eu testo, adivinho, pesquiso, descubro
Amanhã repito tudo de novo
Hoje eu choro, sou magoado, me irrito, magôo...
Amanhã desejo ter esquecido (ou que esqueçam...)
Hoje eu me arrependo, percebo o que fiz de errado
Amanhã me desculpo, corrijo, amenizo a dor
Hoje eu sei ou penso que sei, imagino que saiba
Amanhã saberei se sei...
Hoje eu deixo meu ego se elevar, ergo a cabeça, passo por cima
Amanhã percebo que fui um idiota
Hoje eu amo, amo muito! Preencho meu coração
E Amanhã desejo continuar amando
Hoje eu faço desenhos em preto e branco
Amanhã redesenho usando cores
Hoje modelo
Amanhã dou forma
Hoje eu acho que algo pode ser impossível
Amanhã tenho a certeza que não é!
Hoje eu estou cansado
Amanhã estarei revigorado
Hoje eu tenho muita coisa pra fazer
Amanhã decido se ainda as terei... (depende do ontem)
Hoje eu sou alguém que quer ser alguém Amanhã
Amanhã pretende ser alguém diferente do que sou hoje
Enfim, Hoje o sol nasceu, brilhou e se pôs, num dia inteiro para ser aproveitado
Amanhã saberei se valeu a pena o ontem
E pra confirmar, só depois de amanhã
Porque Hoje eu pretendo ser muito mais feliz
Pra amanhã a felicidade ser ainda mais completa! 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MENOS TEMPO...


                 Incomoda-me lamentações do tipo “ah se eu tivesse mais tempo!”, pois ter mais tempo não é solução para nada. Prefiro agradecer pelo tempo que tenho, é suficiente e quanto mais parece que está para esgotar, mais útil ele se torna!
            Se tivéssemos um ano a mais para aproveitar, provavelmente em meados de julho estaríamos sem saber o que fazer. Em agosto desejaríamos estar fazendo algo melhor com o tempo que sobra e em dezembro estaríamos pedindo mais termo para fazer aquilo que ainda não fizemos e que nem sabemos o que desejamos fazer, enfim.
            Se nos fosse dado um mês a mais para revisarmos tudo que nos é de interesse, provavelmente ficaríamos sem tempo novamente por confiar que esse mês a mais não chegaria assim tão depressa. Da mesma forma se tivéssemos uma semana a mais para fazer, sei lá, qualquer trabalho, ainda estaríamos sem tempo no dia anterior. Um dia , uma hora, um minuto, um segundo a mais não seriam suficiente para a gente se tocar e dizer o quanto amamos as pessoas que estão próximas. Não porque sejamos pessoas ruins, ou distraídas, mas é porque simplesmente temos a ilusão que sempre teremos tempo para isso.
            O erro não está em querer mais tempo, o erro estar em achar que temos todo o tempo do mundo e esquecer de viver agora para começar a viver depois, em um momento qualquer. Mais tempo na nossa vida só serviria para deixar tudo uma bagunça! Só serviria para relaxarmos e ter a certeza que sempre podemos começar amanhã, amar amanhã, viver amanhã! Ter todo o tempo do mundo faz com que não consigamos ter tempo nenhum. Por isso que eu sugiro tentar ter menos tempo! Se amanhã fosse seu último dia, talvez hoje você vivesse mais, amasse mais, curtisse mais. Se amanhã acabassem os prazos talvez você tivesse com tudo pronto hoje.
            Por que a vida é assim, uma eterna ilusão que temos todo tempo do mundo, até o momento que os ponteiros do relógio tocam juntos o 12 pela segunda vez e mais um dia acaba. O amanhã é mistério porque não podemos contar com ele para começar o que desejamos, o passado se chama assim porque não adianta se arrepender passou e não volta mais. O agora é uma dádiva que recebemos para não esperarmos que as coisas passem ou sejam um eterno mistério, por isso foi chamado de presente.
            Então, ao invés de deixar pra amanhã, de pedir mais tempo, de reclamar do pouco tempo que se tem, agradeça! Agradeça pela oportunidade de se organizar, de se tornar melhor, de evoluir e ter o tempo ao seu favor, porque quem espera de mais acaba esquecendo o que realmente estava fazendo ali. A vida é curta e é isso que faz dela especial e maravilhosa.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ASSIM MESMO

“Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje,
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.”


Madre Tereza de Calcutá

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RENOVAR-SE

                  Nem sempre que a chuva cai ela me molha, as vezes estou protegido por paredes que acham que me protegem, mas, na verdade me prendem. Eu desejo fielmente que a chuva me molhe todas as vezes que ela cai. Seu som me acalma me traz paz! É uma música que preenche os cantos vazios da minha vida... A chuva é uma forma de música doce para quem viveu tantos anos em uma solidão interior, pra quem viveu no mundo, mas não estando necessariamente no mundo.
                É tão doce a forma como as gotas tocam o chão. É tão inovadora a forma como acontece... Como toda a dor, ela vem e tira a cor das coisas dando uma tonalidade acinzentada a tudo, todo sofrimento, toda a mágoa e frustração... Toda aquela sujeira das paredes que deixam o quarto imundo e feio, tudo é coberto por um tom cinza. E aí o vento vem, varre a sujeira, mexe a poeira, começa calmo e se agita, e se fortalece, mesmo que às vezes não passe de uma simples brisa. Tão logo em seguida, das nuvens cinza vem às gotas, serenas e límpidas. São como lágrimas doces de lembranças dos tempos que teimamos em manter esquecidos, mas quando vem nos arrancam um leve sorriso...
                E aí começa, as gotas caem e trazem o som que alimentam as lembranças. As gotas vão caindo, se espalhando, tocando sua música, lavando as paredes, o chão, o coração... Quando a chuva toca a pele, lava a cabeça, o corpo, a alma, lava a tristeza! Quando estou trancado, lava as lembranças... E depois ela escorre, levando os tons de cinza, as mágoas, as lembranças ruins, as tristezas... Ela leva toda a lama pra longe, distante do coração. Antes de partir, ela tinge o céu em sete cores e o sol faz questão de espalhá-las e assim, aos poucos, as cores vão tomando seu lugar, desfazendo o tom de cinza. As folhas se tornam novamente verdes, o céu novamente azul e os sorrisos novamente lindos! Sem resquícios de sujeira. 
                Sentir as gotas de chuva na pele, lavando a dor e trazendo as cores da alegria infinita é algo que eu desejo a todo dia, tão logo alguma coisa ruim insista em querer manchar as paredes da minha vida, mas às vezes estamos presos a uma falsa sensação de segurança, atrás de paredes invisíveis que nos priva dessa limpeza... Então nos resta o som da chuva, que traz a lágrima que limpa as paredes sujas do nosso coração... São coisas que eu apenas falo sozinho!

domingo, 27 de novembro de 2011

A Carta do Cacique Seattle, em 1855

Algo para se pensar:


Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."



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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A ARTE DE "SER DIFERENTE"

 Lembro-me de quando decidi pintar meu quarto, não sabia ainda que cor, mas as paredes brancas me enjoavam, eu não sentia que aquele espaço estava “à minha cara” então eu disse, vou pintar meu quarto! Porém, as pessoas me desencorajaram logo de inicio, ouvi muitos não, mas nenhum eu te ajudo... Enfim, comprei as tintas e pintei! Lembro-me que cometi todos os erros possíveis que se faz até entender como funcionava o negócio. Para fazer os desenhos resolvi cortar os moldes já colados na parede e o estilete cortou a tinta, fui descascar a parte pra repintar acabei tirando a tinta da parede toda (ainda hoje rio disso), repintei e escolhi fazer da forma mais difícil, desenhar traço a traço, nas quatro paredes e só então aplicar a outra cor pra cobrir o tracejado dos desenhos... Em três dias eu deixei meu quarto da forma como eu queria e todas as pessoas que me desencorajaram agora elogiavam e pediam pra fazer o mesmo...
                Depois disso, do nada, resolvi pintar um quadro e novamente me falaram as mesmas coisas, não deveria, que era difícil e pintar pra que? Não dei ouvidos, juntei o dinheiro, comprei todas as tintas possíveis, telas de variados tamanhos e pinceis, fiz meu primeiro quadro sem saber de nada, apenas desenhei e ia pintando e novamente cometi todos os erros possíveis, o quadro ficou um tanto que bom, mas após isso li mais sobre pintura, técnicas e formas de fazer, até que finalmente consegui pintar um quadro com textura no desenho do tecido, enfim, da forma certa...
                Da mesma forma eu aprendi crochê, culinária e outras coisas mais, eu ia tentando, a vontade me vinha e eu ia lá e fazia, errava e aprendia. O que mais me impressionou foi que em todas as vezes as pessoas me aconselharam a desistir, em todas elas as perguntas era pra que isso? Ou desista, não é fácil, não é coisa de homem, não faça... não, não e mais nãos... As pessoas sempre me disseram nãos e eu logo as surpreendia. Então eu pergunto, porque nunca dei ouvido a elas? Talvez se eu tivesse dado ouvido hoje meu quarto ainda seria branco, não teria os desenhos na parede que me acalmam antes de dormir, eu não teria idéia do tamanho da minha criatividade nem teria relaxado depois de um dia de trabalho intenso. Se eu tivesse ouvido os nãos, eu não teria me sujado com as tintas, borrado e tentado consertar e feito efeitos que nem eu imaginava ser possível, eu não teria esquecido da vida naquelas férias, não teria me sujado de tinta, não teria sentido o cheiro da tinta... Acima de tudo, não teria errado e com certeza não teria aprendido.
                As pessoas têm medo de errar e isso faz com que elas se tornem apenas mais um bonequinho que segue a vontade da massa, perfeitos por fora e incompletos por dentro. Cheios de desejos guardados, porque o medo de errar e os ouvidos atentos esperando alguém que os puxe pelo braço e os dê incentivo os forçam a ficar parados e estagnados sendo mais igual a todo mundo.
                Sentir o cheiro da tinta, o nervosismo da duvida sem saber se ia ficar bom, da forma que queria me fez mais forte hoje... Por incrível que possa parecer, coisas simples transformam nosso interior. Sou cercado de nãos por todas as partes, mas aprendi a ignorá-los, avaliá-los, diferenciá-los... Aprendi a não escutar simplesmente, observar, analisar e seguir, aceitar as portas abertas com alegria e abrir uma nova sempre que esta se fecha. As pessoas têm medo daqueles que se destacam, têm medo de ficar para trás, presas nos próprios medos, nas próprias dúvidas enquanto outros se libertam e as deixam para trás, daí o tanto de nãos distribuídos. Às vezes lembro-me do que muitas delas me falaram e noto que na maioria das vezes elas defendiam os próprios interesses, a própria falta de vontade de crescer e observar alguém deixando elas para trás porque estava crescendo sozinho.
                Mas a questão é exatamente essa, não devemos dar ouvidos ao que vem de fora, a nossa verdadeira força de vontade está dentro de nós, um não é simplesmente uma palavra qualquer de três letras quando vem de fora, mas pode ser muito trágico se ela conseguir penetrar no nosso interior e impedir de sermos tudo que poderíamos ser e simplesmente escolhemos não o ser. Podemos ter tudo que quisermos se nos permitimos errar de vez em quando e aprender com os mesmos erros, mas se escutarmos o que vem de fora, talvez nunca saibamos nem quem nós somos.
                A verdade é que devemos esquecer dos outros, devemos, por mais duro que seja, desapegar de quem nos anula, desapegar de quem nos torna igual aos outros e conviver com quem nos faz unos, com quem valoriza o nosso desenvolvimento e acima de tudo, conviver com nós mesmos, aceitar quem realmente somos e desenvolver sempre nosso potencial, acima de qualquer negação que as pessoas nos dêem... Afinal, lembre-se que viver na normalidade é anular todas as possibilidades de respostas das questões mais íntimas. É esquecer-se da possibilidade de que podemos fazer o amanhã diferente do hoje e acima de tudo, é esquecer que nós nascemos para ser únicos. Sempre fale isso para você mesmo, nem que seja sozinho! Temos um potencial infinito que só nos é revelado quando nos afastamos de todos os nãos que nos foram impostos... Permita-se se sujar de tinta sempre!

domingo, 24 de julho de 2011

PRECONCEITOS



Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, sendo rapidamente retirado pelos outros, que o encheram de pancada. Depois de algumas porradas, o novo membro do grupo já não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.    Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...

É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Einstein

O homem só precisa de algo para odiar porque ele não entende o que significa amar....

sábado, 23 de julho de 2011

QUASE...

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Luís Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pela Metade...

Sabe, observando meu caderno de desenho percebi que há vários deles que estão pela  metade, desenhos que nunca serão terminados, sempre ali, esperando para se tornar alguma coisa... Aí eu parei pra pensar: Na vida, muitas vezes vivemos apenas pela metade!
                São momentos não terminados, sonhos não completados, abraços trocados por aperto de mão, carinhos trocados por sorrisos amarelos, até mesmo olhares trocados pela metade... Conversas, músicas, tempo, convivência... Tantas coisas que queremos ir a fundo e muitas vezes nos retemos, nos prendemos e deixamos uma parte para ser vivida depois... Um depois que nunca chega que cai no esquecimento e logo em seguida vira saudade... Saudade de tantas coisas que a gente nunca viveu e nem voltará a viver.
                Talvez chegar até a metade de um caminho incerto seja até bom para evitar fazer algo que podemos nos arrepender depois, mas creio que essa certeza só se tem quando se chega ao fim da trilha, o que por muitas vezes, nos leva a uma sensação de liberdade, maturidade e conseqüentemente aprendizado mil vezes melhor do que quando paramos tudo pela metade. Imagino se toda a essência do drama fosse vivida pela metade, talvez Romeu e Julieta não fossem o amor mais sonhado, talvez Shakespeare não tivesse escrito nada... Se a luz fosse metade a outra parte seria o que? Escuridão? Mas se essa também fosse apenas até a metade, o que restaria depois? Acredito que um vazio, um vazio de coisas que não foram sonhadas ou que não podem ser sonhadas, não podem ser vividas e caem no esquecimento, porque momentos não voltam...
                E tudo isso pra que? Pra que os outros não se sintam envergonhados de como sua vida é plena e feliz? Para que os outros não sintam para baixo por não conseguirem viver a fundo o sucesso que você tem? Para que os outros... os outros... os outros... Continuem com seus padrões, pré formados e calculados, de o quanto se é permitido ser você mesmo para que sua felicidade não incomode? Chega a ser um abuso contra os sonhadores, os poetas, os idealizadores... Aqueles que realmente podem e conseguem transformar o mundo.
                Já pensou se todo artista deixasse sua obra pela metade, o que seria admirado? Se só metade do mundo fosse construída, o que existiria do outro lado? Essa idéia de vazio me perturba e incomoda, toda vida que penso nas coisas que vivi só pela metade, só o começo do verdadeiro sorriso que há em mim e isso me faz pensar em quantas outras pessoas estão por ai, se inibindo para não ser inteiramente uma cor que fará desse mundo um lugar bem melhor, bem mais colorido e intenso!
                De quanto tempo precisa-se para recuperar um momento perdido? Talvez mais tempo do que se tem para viver a partir de agora... Então é a hora de dar um basta nessa ideologia imposta sobre o certo e errado, está na hora de sonhar e ir bem mais além, viver um sonho verdadeiro, construir criar e recriar todas as regras que regem a vida e ser mais belo do que os tons de cinza que pairam na memória... Está na hora de acabar cada desenho que deseja ter seus traços definidos e ter uma história bem melhor para contar do que a que paira entre os limites da própria existência... Bem, ninguém pode viver falando sozinho... Não viva pela metade! Seja completo sempre!